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Festival Literário de Rio de Contas reúne escritores e artistas da Bahia na Chapada Diamantina

30/10/2026

Segunda edição do Flircontas acontece de 29 a 31 de outubro, com oficinas, lançamento de livros, performance poética e rodas de conversa

Rio de Contas, na Chapada Diamantina, recebe entre os dias 29 e 31 de outubro de 2026 a segunda edição do Flircontas – Festival Literário de Rio de Contas. Com o tema “Caminhos da Memória: 300 anos da Estrada Real e as Narrativas do Sertão”, o evento reúne escritores, poetas, artistas da palavra e leitores em uma programação voltada à literatura, à memória e à diversidade cultural da Bahia.

Entre os participantes estão Cleber Eduão e Adriana Gabriela, artistas contemplados pelo edital Circulações Literárias da Bahia – Ano III. A iniciativa é realizada por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), em cooperação entre a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e a Fundação Pedro Calmon (FPC), instituições vinculadas à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Festival aproxima autores, leitores e comunidades

A proposta do Flircontas vai além da realização de apresentações literárias. O festival cria um espaço de encontro entre diferentes formas de produção artística e o público de uma cidade do interior baiano, fortalecendo a circulação de obras e experiências literárias por diferentes territórios.

Segundo a Funceb, o edital Circulações Literárias busca difundir o trabalho de autores baianos, incentivar o acesso ao livro e à leitura e ampliar a presença de escritores e artistas da palavra em feiras, festas e festivais. Nesse contexto, eventos regionais podem funcionar como pontos de contato entre autores independentes, leitores, educadores, produtores culturais e instituições locais.

Esse potencial é especialmente relevante para escritores que nem sempre encontram espaço nos grandes circuitos culturais. A participação em festivais permite apresentar livros, compartilhar processos de criação e desenvolver atividades formativas, embora ainda não haja dados divulgados sobre público alcançado, vendas ou resultados comerciais desta edição do Flircontas.

Programação inclui cordel, livros artesanais e performance

Cleber Eduão participa do festival com o projeto “Balaio de Cordéis para Crianças”. Músico, poeta, compositor e produtor cultural, o artista de Ibotirama apresentará seu livro e conduzirá uma oficina de cordel voltada ao público infantil.

A atividade pretende aproximar as crianças da literatura de cordel por meio de conteúdos lúdicos e educativos. A programação também destaca a importância dessa manifestação na formação de leitores e na valorização da cultura popular.

Já Adriana Gabriela leva a Rio de Contas o projeto “Poéticas da Travessia: antes do voo, a terra”. A escritora e multiartista, de Salvador, apresentará o livro Sobre minhocas e pássaros: poéticas da travessia, além da performance poética Fases.

A autora também participará de uma conversa sobre criação literária, produção de livros artesanais e realização de oficinas. A presença de Adriana amplia a programação para além do livro convencional, incorporando práticas de edição manual, performance e experimentação artística.

Atividades estão concentradas em 30 de outubro

De acordo com as informações divulgadas pela Funceb e pelo Jornal da Chapada, as principais atividades dos dois artistas estão previstas para sexta-feira, 30 de outubro.

  • 10h: oficina de livro artesanal com Adriana Gabriela, na Secretaria de Turismo;
  • 13h30: oficina de cordel e lançamento do livro de Cleber Eduão, na Praça Matriz;
  • 17h: performance poética Fases e roda de conversa com Adriana Gabriela, no Clube Rio Contense.

A programação geral do festival ocorre de 29 a 31 de outubro, mas as fontes consultadas confirmam especificamente as atividades relacionadas aos dois artistas contemplados pelo edital. Por isso, outras ações eventualmente previstas para o evento não são detalhadas nesta matéria.

Circulação literária valoriza diferentes trajetórias

Um dos aspectos centrais da iniciativa é colocar em contato trajetórias distintas da literatura baiana. Cleber Eduão trabalha com cordel, música e produção cultural, enquanto Adriana Gabriela desenvolve uma produção que combina poesia, livros artesanais, performance e oficinas.

O encontro entre essas linguagens representa uma oportunidade de apresentar ao público formas variadas de criação literária. Para leitores, especialmente crianças e jovens, oficinas e performances podem oferecer uma experiência diferente daquela proporcionada apenas pela leitura individual de um livro.

Para os autores, a circulação em cidades e espaços culturais diversos pode contribuir para ampliar redes profissionais e estabelecer diálogos com novos públicos. No entanto, esse efeito deve ser compreendido como uma possibilidade associada à proposta do festival, e não como um resultado já comprovado por indicadores desta edição.

Memória e narrativas do sertão são eixos da edição

O tema “Caminhos da Memória: 300 anos da Estrada Real e as Narrativas do Sertão” relaciona a programação do Flircontas à história, às paisagens e às formas de expressão presentes na região. A escolha do eixo temático reforça o papel dos festivais literários como espaços de preservação e atualização de memórias coletivas.

Ao reunir autores, artistas e comunidades, o evento propõe que a literatura seja percebida não apenas como produto editorial, mas também como prática de escuta, transmissão de saberes e construção de identidade. Essa perspectiva abre espaço para diferentes gêneros, vozes e modos de produção, incluindo o cordel, a poesia performática e o livro artesanal.

Serviço

  • Evento: Flircontas – Festival Literário de Rio Contas;
  • Tema: “Caminhos da Memória: 300 anos da Estrada Real e as Narrativas do Sertão”;
  • Data: de 29 a 31 de outubro de 2026;
  • Local: Rio de Contas, na Chapada Diamantina, Bahia;
  • Atividades destacadas: oficinas, lançamento de livro, performance poética e roda de conversa.

O Flircontas evidencia como festivais realizados fora dos grandes centros podem criar oportunidades de encontro entre autores e leitores. A edição de 2026 apresenta uma programação que combina formação, circulação de obras e valorização de expressões literárias ligadas à cultura baiana, mantendo a memória e as narrativas do sertão como pontos de partida.

Fontes consultadas